TENHA CAUTELA AO FORMAR SUA EQUIPE DE PROFESSORES DE INGLÊS

 

Todo proprietário de escola de idiomas experiente já se deparou com uma situação parecida. Algum amigo ou amiga o procura para pedir um favor que quase sempre acaba em uma situação constrangedora:

 

"Dna Ana, a Paulinha virá morar aqui no Brasil com o marido e eles estão precisando de emprego. Você não teria vagas para dois professores? Ele é norte-americano e ela viveu lá por mais de cinco anos."

 

"Dependendo da situação até podemos arranjar algumas turmas. Eles possuem alguma experiência com ensino?"

 

"Na realidade não. Mas o Gary e a Paulinha são muito inteligentes. Eles trabalhavam como programadores numa daquelas empresas do Vale do Silício. Inclusive, eles pretendem fazer alguns projetos como free-lancers no tempo livre que tiverem."

 

...

 

 Algum tempo depois o esperado acontece. A retenção cai drasticamente, as reclamações de alunos são constantes (por não conseguirem notar nenhum progresso), os outros professores precisam repor as aulas deles o tempo todo (porque o negócio paralelo requer reuniões com clientes)...

 

Veja bem, não é que o professor de conversação precise ser um profissional formado em letras (de fato, muitos graduados não se comunicam em inglês porque só foram treinados para ensinar gramática em escolas de ensino fundamental e médio). Porém, ele com certeza precisa ser alguém que dedique  sua carreira ao ensino de idiomas, pois os que não o fazem provavelmente encaram as aulas apenas como um quebra-galho para ajudar no orçamento familiar.

 

Note que um alto grau de fluência não consegue substituir:

 

* a genuína dedicação e interesse em fazer os alunos obterem resultados diariamente (o verdadeiro professor se sente realizado com isso).

 

* a paciência de lidar com um aluno que muitas vezes se sente impaciente consigo mesmo, devido a dificuldades com vocabulário, pronúncia, etc.

 

* os truques de didática que impedem com que o aluno se depare com desafios desnecessários (geralmente responsáveis pelo surgimento de "traumas" e aversão ao aprendizado de uma determinada língua).

 

* os macetes de comunicação, que tornam possível uma adaptação gradual do aluno ao idioma (acredite, já vi alguns aventureiros dizerem para o aluno que ele jamais conseguiria se comunicar).

 

 

Obs.: Sabemos da existência de alguns professores nativos que ha muitos anos estão no ramo e que não são meros aventureiros de passagem pelo Brasil. Mesmo assim, vale também lembrar que o fato de contratar estrangeiros nem sempre reflete em uma maior retenção de alunos, apesar do maior interesse demonstrado por clientes potenciais. Caso realmente tenha o desejo de fazer isso, procure designá-los a grupos de alunos que estejam cursando níveis mais avançados.